No decurso da nossa investigação temos vindo a compreender que a paisagem já não se limita a ser encarada
como o cenário das acções dos nossos antepassados, ou como o suporte de uma acção. Muitos autores
definem-na como um "palimpsesto de memórias", um conjunto de inúmeras camadas que se vão acumulando
ao longo do tempo; um documento, um arquivo vivo. Neste sentido, temos de estar atentos a dois tipos de
fenómenos: os elementos visíveis, materializáveis pelas evidências arqueológicas e os elementos invisíveis, a
dimensão imaterial ou simbólica da paisagem, que para nós se plasma na Memória Social