A oliveira e muitas outras espécies fruteiras, como a amendoeira e a nogueira, apresentam elevada tendência para a alternância, isto é, depois de um ano de boa produção segue-se quase sempre uma má colheita. Esta variação cíclica que normalmente se regista na produção é também designada por safra e contrassafra. A alternância causa enormes problemas aos olivicultores, na medida em que os custos de produção são praticamente independentes da carga de frutos das árvores. Desta forma, à redução nas receitas não corresponde uma redução nos custos. Os anos de baixa produção são de grande desânimo para os produtores e podem contribuir para o abandono de uma atividade que se encontra no limiar da rendibilidade económica.
O fenómeno da alternância tem sido atribuído à sobreposição de dois ciclos reprodutivos da oliveira, em que duas colheitas consecutivas competem entre si pelos recursos fotossintéticos da árvore. Desta forma, a alternância não pode ser totalmente contrariada. Contudo, muito pode ser feito para a mitigar. Ao longo deste trabalho tentar-se-á explicar a que se deve a alternância e como os agricultores podem atenuar os seus efeitos através da técnica cultural