Nos últimos anos tem aumentando a gama de fertilizantes à disposição dos
agricultores e também a sofisticação nas estratégias de marketing. Os fertilizantes
podem ter diversas designações técnicas e/ou comerciais, tais como adubos de
libertação controlada, adubos inteligentes, adubos com ácidos húmicos, estimulantes
do vingamento, etc. São apresentados aos agricultores como produtos sofisticados e
de uso generalizado em regiões do pais ou do mundo com agricultura muito
competitiva. Prometem ser uma mais-valia na resolução de problemas como a
alternância e/ou ter efeitos mais ou menos espetaculares em diversos componentes
da produção. Neste trabalho apresentam-se resultados de investigação já publicados
em que fertilizantes "especiais" foram testados em diversas situações concretas da
agricultura transmontana. Os resultados têm mostrado que nem sempre é possível ao
produtor obter os benefícios anunciados pelos comerciais. Frequentemente soluções
fertilizantes convencionais, para além de serem mais económicas, conduzem a
melhores resultados agronómicos. Este trabalho pretende também servir de alerta
para que o agricultor evite recorrer a soluções fertilizantes mais onerosas sem ter a
garantia de que obtém o retorno correspondente