A intervenção artística na paisagem é profética, na medida em
que, sendo do seu tempo, antecipa o futuro.
Dar forma a um Parque é um problema de desenho. “Em todas
as belas artes, o desenho é o essencial, é o que apraz pela sua
forma que constitui o fundamento de toda a disposição para o
gosto” (Kant). O mundo da experiência visual é infinito. O
desenho pode dar expressão à intuição de fenómenos
significativos.
O desenho paisagístico parte da poética do local tentando captar
formas significantes, estruturais, permanentes, ainda que haja
uma essência invisível, incaptável e que porventura é
fundamental na qualidade dos sítios. Esta dimensão oculta não
deve perturbar-se na intervenção.
O desenho paisagístico como acto poético, como condição de
saber e conhecimento é a base do trabalho do Arquitecto
Paisagista, certos de que sendo básico é superior. O desenho
corresponde à vontade de usufruir do momento que passa, é
algo que ali está inteiro e não se repete