O experimento foi conduzido no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos, no município de Araras, SP, (22°21’25” e 47°23’03”) em área experimental de latossolo-vermelho-amarelo, numa área de 1344 m², no período de janeiro a julho de 2010. O objetivo foi avaliar a ocorrência e diversidade de Formicidae em diferentes tratamentos de adubação verde, durante seu desenvolvimento e após e na matéria seca para incorporação no solo. O estudo constituiu de cinco tratamentos compostos por: T1, crotalaria (Crotalaria spectabilis) e milheto (Pennisetum glaucum); T2, crotalaria, milheto e mucuna-preta (Mucuna aterrima); T3, crotalaria e composto orgânico; T4, crotalaria, milheto e composto orgânico e T5, crotalaria, milheto e mucuna-preta e composto orgânico. A quantidade de composto orgânico usada nos tratamentos, 2,79 t/ha, foi calculada de acordo com a disposição de P2 O5 (14mg/dm3). O delineamento do experimento foi de blocos casualizados, com quatro repetições. As formigas foram capturadas quinzenalmente, por meio de armadilhas do tipo “pitfall”, que permaneceram em pontos fixos dentro de cada parcela, durante o desenvolvimento da cobertura viva e após sua incorporação no solo. Na amostragem de Formicidae coletada no presente estudo foram identificadas cinco subfamílias e 15 gêneros, destacando-se Atta spp., Monomorium spp., Pheidole spp. e Dorymyrmex spp. O maior índice de diversidade e uniformidade de distribuição de formigas em plantas de adubação verde foi observado em T4 (crotalária, milheto e uso de composto orgânico) e após o manejo para incorporação da matéria seca no solo foi T2 (crotalaria, milheto e mucuna-preta)