A doença azul (DA) do algodoeiro é uma doença importante do algodão do cerrado brasileiro, acarretando grandes perdas econômicas. Trata-se de uma virose associada ao polerovirus Cotton leafroll dwarf virus (CLRDV) e transmitida pelo pulgão Aphis gossypii, de forma persistente e circulativa. Em função da relevância da doença, a partir do final da década de 90, variedades suscetíveis passaram a ser substiudas por variedades resistentes a DA. Entretanto, a partir da safra 2006, relatos de campos de variedades resistentes onde algumas plantas apresentavam sintomas da DA passaram a ocorrer. Nos dois anos ocnsecutivos a ocorrência de tais eventos sofreu um espalhamento e na última safra, ocorreram eventos em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Góias. Neste trabalho foram analisadas plantas de quatro variedades resistentes distintas (BRS Cedro, Delta Opal, CD406 e FMT701), coletadas em campos de algodão dos estados de Goiás e Mato Grosso. O diagnóstico molecular positivo para infecção do CLRDV foi observado em todas as amostras analisadas, indicando a ocorrência de quebra de resistência em quatro variedades. resistentes a doença azul. Análises dos fragmentos virais amplificados sugerem que duas substituições na proteína do movimento podem estar associadas ao fenômeno de quebra de resistência pelo CLRDV. (Réseau d'auteur