Desde a publicação da influente obra do cientista político Robert Putnam, Comunidade e Democracia, que o conceito de capital social vem ganhando espaço crescente nas discussões do campo da sociologia e da ciência política. Todavia, o uso do conceito requer um cuidado especial no que diz respeito à excessiva importância que lhe é atribuída, pois diante do entusiasmo pelas mais diversas aplicações em diferentes problemáticas sociais, pode este estar em situação de perigo no que concerne a seu valor heurístico. O presente trabalho se propõe a oferecer uma análise que permita entender melhor qual a arquitetura teórica que sustenta esta idéia tão em moda. De cunho epistemológico, se servirá de alguns autores que operam com requisitos do conceito de capital social, buscando sempre critérios categoriais próprios do pensamento sociológico, de forma a superar as concepções que se tem do conceito na sociologia econômica imediatista. É ainda uma tentativa de articular elementos teóricos que orientem a pesquisa em relação à mobilização coletiva das organizações e das redes sociais, enquanto atualizadores de relações e estruturas econômicas e sociais de reciprocidade e redistribuição. (Résumé d'auteur