'Associacao Portuguesa de Medicina Geral e Familiar'
Doi
Abstract
As raquialgias são, na criança e no adolescente, menos frequentes do que no adulto, mas traduzem, com maior frequência, a
existência de patologia subjacente. Longe de constituírem um gasto excessivo de tempo do clínico, a colheita minuciosa da história
clínica e um exame objectivo cuidadoso e sistemático são, indubitavelmente, um dos melhores investimentos do médico
que vê crianças com este tipo de sintoma. Permitem abordar correctamente o doente e a sua doença e a solicitação dos exames
complementares de diagnóstico mais adequados, em face de uma hipótese diagnóstica correctamente equacionada.
Perante uma criança com raquialgias, a atitude depende da idade, da gravidade dos sinais encontrados na observação e da
existência de complicações neurológicas ou outros sinais extra-raquidianos; na sua ausência, é prudente seguir a evolução das
queixas durante algum tempo, antes de submeter o doente a uma investigação frequentemente onerosa, consumidora de tempo
e com baixa probabilidade de êxito