Nos últimos anos temos assistido no nosso país a um aumento muito significativo da oferta e da procura do crédito ao consumo. Esta situação veio contribuir para um aumento brutal do endividamento das famílias, que poderá ser explicado não apenas pelo desejo consumista e pela falta de hábitos de poupança, mas também pela inexistência daquilo a que poderemos designar de “literacia financeira”. O domínio de conceitos mínimos do Cálculo Financeiro e, mais concretamente, a análise da TAEG – Taxa Anual de Encargos Efectiva Global – no âmbito do crédito ao consumo, têm uma importante palavra a dizer no sentido de mudar mentalidades e de incutir nas pessoas uma educação financeira que a sociedade portuguesa claramente não apresenta