Houve um tempo em que os Santuários de romaria ostentavam paredes inteiras cobertas de quadros pintados com tintas ainda vivas ou já delidas pela entrada da luz ou o passar dos anos. E era então de ver em dias de festa como os romeiros se detinham, surpresos, face a esses pequenos quadros de género onde se contavam histórias, às vezes a história que um deles vivera e dela assim fizera crónica, sempre histórias de alguém que um dia mergulhara em desgraça e um milagre salvara para espanto de todos