Sobre os espaços de eleição de escritores muito se tem falado. Ninguém contestará poder pensar-se o universal e universalista Vergílio Ferreira como o romancista de Melo - lembre-se ,a propósito , a afirmação de Guimarães Rosa, o escritor do sertão, que postula que quanto mais regional mais universal 1 -, como, aliás, Shakespeare é o escritor de Londres e Stratford-upon-Avon, Kafka o de Praga, Joyce o de Dublin, Eça (com Cardoso Pires) o de Lisboa, Camilo o do Porto, Bernardes o do Neiva, Dickens o de Londres, Hugo o de Paris, Twain o do Mississipi, Wittgenstein o de Viena ...