O Submédio do Vale do São Francisco apresenta um grande potencial para a produção de vinhos finos, sendo considerada a segunda maior região produtora do Brasil, com 15% da produção brasileira. A irrigação é indispensável para a fruticultura da região, podendo influenciar fortemente o rendimento da videira e a qualidade das uvas e dos vinhos. Neste sentido, este trabalho teve como objetivo avaliar a composição físico-química de vinhos tintos tropicais elaborados a partir de uvas Syrah, colhidas em agosto de 2010 (primeiro ciclo de produção) de experimentos com diferentes estratégias de irrigação, DI (deficit de irrigação, onde a aplicação de água é interrompida desde o pegamento dos frutos até a colheita), RDI (irrigação com deficit controlado) e FI (irrigação plena, sem a restrição de água às videiras durante todo o ciclo de produção). A vinificação foi realizada pelo método tradicional com controle das temperaturas das fermentações alcoólica e malolática. Foram analisados o pH, acidez total e volátil, teor alcoólico, densidade, extrato seco, dióxido de enxofre livre e total, polifenóis totais, tonalidade, intensidade de cor e antocianinas. Como resultados, o tratamento DI demonstrou o melhor potencial, originando vinhos com teores elevados de polifenóis totais (47), teor alcoólico (12,46 ºGL) e menor densidade (0,9938)