A luta contra o terrorismo, a instabilidade no
Médio Oriente, a dependência ocidental das
importações de petróleo, a busca concorrencial
de garantias de acesso aos recursos estratégicos
pelas grandes economias asiáticas, e a função
estruturante dos EUA enquanto economia
financiadora da globalização, conjugam-se
para colocar o continente africano nos circuitos
de trocas internacionais.
Diante dos interesses que a exploração dos
recursos em hidrocarbonetos e gás natural
atraem à Costa Ocidental de África, este artigo
propõe uma reflexão sobre como deve Portugal
responder aos estímulos estratégicos e
políticos em presença numa zona de tradicional
influência portuguesa