A UE tem vindo progressivamente a definir e a
alargar os campos de aplicação dos seus esforços,
em especial na gestão de crises fora do seu espaço.
Esta evolução tem sido condicionada pelas grandes
evoluções internacionais dos últimos vinte anos,
como sejam o fim da Guerra Fria e as ilusões de
uma Nova Ordem Mundial, a incapacidade da ONU e da UE face ao estilhaçar da ex‑Jugoslávia,
os ataques do 11 de Setembro, ou as alterações
do Sistema Internacional devidas às intervenções
no Iraque e no Afeganistão. Os mecanismos
adoptados pela UE na Política Europeia de Segu‑
rança e Defesa (PESD) têm sido consequência da
adaptação da agenda de construção da paz, muito
em voga nos finais do Século, aos novos desafios
do Milénio, cujas preocupações se desenvolvem
agora à volta da agenda da “Estabilização”. A UE
prepara‑se assim para desempenhar um legítimo
papel como actor global