Publicado em 1972 e imediatamente confiscado pela censura, Novas cartas portuguesas apresentam uma simultaneidade temporal com o surgimento de movimentos feministas alicerçados, em grande medida, nas questões do corpo e da escrita das mulheres. Exploram-se alguns aspectos do livro à luz dos feminismos de segunda vaga que enformaram os anos 60 e 70 do séc. XX, embora realçando o carácter actual e perforrnativo da escrita de Novas Cartas Portuguesas na construção de outros modelos não dicotómicos de abordagem das questões de gênero