O artigo centra-se na análise de algumas mutações da constituição no quadro de uma “sociedade de risco”. Por um lado, num tempo marcado pela
“tecnociência”, recorta-se uma constituição à/da distância (Fernverfassung), discutindo-se os seus efeitos transtemporais e transterritoriais. Por
outro, partindo da possibilidade de cortar o tradicional cordão umbilical entre Estado e constituição, defende-se a emergência de novos parâmetros constitucionais, nomeadamente de uma constituição mundial, num tempo em que tem de se tomar a sério o bem comum da Humanidade