Os anos do pós-Guerra Fria têm sido marcados
por uma conflitualidade crescente, marcada sobretudo
pela eclosão de guerras internas, como
conflitos étnicos. Estes conflitos têm lugar em
Estados fracos e subdesenvolvidos, principalmente
na África a sul do Saara (os “failed states”).
Os conflitos internos põem uma série de problemas.
Um deles é que as partes envolvidas, desde
facções do exército, a milícias, guerrilhas e grupos
de criminosos são, por vezes, difíceis de
identificar nestes conflitos. Frequentemente, têm
mais incentivos (estratégicos, económicos, sociais
e de prestígio pessoal) em continuar a
guerra do que em sentar-se à mesa das negociações.
Além disso, nesta era em que vivemos,
certas ameaças transnacionais como o terrorismo,
crime organizado e a proliferação armamentista
têm grandes probabilidades de se conjugar,
constituindo ameaças de uma dimensão
inaudita. A “Estratégia Europeia em Matéria de
Segurança” (Dezembro de 2003) chama a atenção
para o perigo que a congregação destas
ameaças representa