Em contextos de Educação Básica, a compreensão de conceitos, relações, operações e mesmo
procedimentos matemáticos é indissociável das suas representações. Dado o carácter eminentemente
abstrato das ideias e dos objetos matemáticos, só é possível raciocinar sobre eles e realizar
inferências fundamentadas usando representações, que são por isso instrumentos indispensáveis
à organização, ao registo e à comunicação do conhecimento matemático. Reconhecido
o protagonismo dos manuais escolares nos processos de aprendizagem dos alunos, desde os primeiros
anos de escolaridade e tanto dentro como fora da sala de aula, as representações matemáticas
disponibilizadas por estes materiais curriculares merecem-nos especial atenção. Com
esta apresentação, propomo-nos partilhar resultados obtidos em um estudo empírico desenvolvido
no Mestrado em Ensino do 1.º e do 2.º Ciclo do Ensino Básico: centrado nas representações
matemáticas patentes em manuais escolares direcionadas ao domínio da Organização e Tratamento
de Dados, procedeu-se à análise documental de quatro manuais escolares de significativa
adoção no âmbito nacional, dois para o 1.º Ciclo e dois para o 2.º Ciclo do Ensino Básico. A análise
efetuada sugere uma maior prevalência de representações do tipo icónico nos manuais para
ambos os ciclos de escolaridade, quer ao nível da apresentação de conteúdos quer nas atividades
propostas aos alunos