Este artigo procura explorar algumas das inquietações epistemológicas, metodológicas e éticas suscitadas pela prática
da investigação em Antropologia e Sociologia quando o investigador-autor se cruza com o tema da morte. Num contexto
marcado pelo crescente silenciamento da sociedade ocidental contemporânea sobre os assuntos relacionados
com a morte, a notícia do falecimento de Nelson Mandela, em Dezembro de 2013, trouxe esta temática para o centro da
agenda mediática e política à escala global. Metodologicamente, e à microescala da pesquisa em ciências sociais, o discurso
do presidente sul-africano Jacob Zuma, no comunicado então apresentado ao país (e ao mundo), serve de mote
para a exploração de dois apontamentos reflexivos disciplinarmente ancorados na antropologia e sociologia. No final,
sintetizam-se ideias-chave e levantam-se pistas de investigação que inspirem, quiçá provoquem, novas investigações