Neste artigo pretendemos ressaltar a importância da resiliência na (re)construção
das famílias que enfrentam a adversidade do filho “chegado” não ter sido o “sonhado”.
Acreditamos que os profissionais da Educação e de reabilitação têm um papel fundamental
a desempenhar na promoção da resiliência. Esta nova postura passa pela consciencialização
do luto vivido nestas famílias, por ajudá-las a descobrir e a potenciar as suas capacidades, promovendo
a aceitação da deficiência numa confirmação positiva e incondicional.
Desta forma, conhecendo bem os mecanismos que conduzem aos processos adaptativos e
fazendo uso da pedagogia diferenciada e construtivista, estes profissionais podem ser promotores
de famílias mais confiantes e resilientes.In this article we intend to stand out the importance of resilience in the
(re)construction of families, who face the adversity of the ‘arrived’ child not having been
‘dreamed’ of. We believe that education and rehabilitation professionals have a prominent
role in the promotion of resilience. This new posture has to do with the consciousness of
the mourning living within these families, helping them find and develop their own capacities
and promoting the acceptance of deficiency in a positive and unconditional way.
In this sense, knowing the mechanisms which conduct one to adaptive processes and
making use of a differentiated and constructivist pedagogy, these professionals can act as
promoters of more confident and resilient families