Partindo da ideia de que a representação da saúde e da doença são traços semânticos
relevantes na ficção realista queirosiana, tentaremos aqui compreender por que modos a ficção
de Eça acomoda e subverte a mitologia cientista, que faz da patologia a chave do destino do corpo pessoal e social. Apoiando-nos em autores como Cabanès, Dottin-Orsini, Borie, P. Brooks e Vilela, abordaremos nesta comunicação, analisando a sua representação na ficção queirosiana, aspetos como as alusões às ciências médicas; a apologia da saúde e da virilidade; a sequência doença/ morte, associada à culpa e à transgressão; as ligações entre corpo, saúde e erotismo; a mulher e a misoginia positivista