Imprensa da Universidade de Coimbra/Fundação da Casa de Bragança
Abstract
Passam‑se
em revista as questões relativas à primeira edição d’Os Lusíadas,
em particular as diferenças entre os exemplares conhecidos, à luz da
mais recente bibliografia. As edições comentadas, a “dos piscos” (1584)
e a seguinte (1591), são tratadas como um par, pelas semelhanças de
origem e propósito, não obstante diferenças significativas da segunda
em relação à primeira. A última edição portuguesa quinhentista da
epopeia camoniana (1597) é objecto duma revalorização, não só pelas
intervenções muito menores da Censura inquisitorial, manifestadas
no parecer do padre revedor, mas sobretudo pela qualidade poética
de alguns dos novos versos introduzidos