A extrema duração dos processos associados a um ciclo de
Wilson (que se estendem por algumas centenas de milhões de anos)
torna impossível a sua observação em tempo real. Torna-se por isso
necessário recorrer ao estudo de exemplos extraídos de diversas
partes do Mundo que se pensa representarem diferentes estádios
evolutivos de diferentes ciclos de Wilson; a integração dos exemplos
permite então a compreensão do processo global; no fundo, uma
outra forma de aplicação do princípio do actualismo. Os exemplos
que são utilizados no ensino da Geologia em qualquer parte do
mundo são sempre os mesmos. Embora a situação seja normal,
porque a Geologia não está limitada por fronteiras políticas, ela acaba
por separar normalmente o estudo da tectónica de placas do estudo da
evolução geodinâmica dos países. Neste trabalho, defende-se uma
abordagem complementar passível de ser utilizada na Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa, que usa exemplos destes países
para a compreensão simultânea da Tectónica de Placas e da sua
história geológica