O presente artigo efectua uma primeira abordagem às dinâmicas que regularam a formação, desenvolvimento e consolidação da casa senhorial do infante D. Luís (1506-1555), filho do rei D. Manuel I de Portugal e da rainha D. Maria de Castela e Aragão, atendendo às conjunturas que esta instituição atravessa durante o segundo quartel do século XVI. É necessário, portanto, analisar as jurisdições legadas a D. Luís durante este período, bem como a composição curial das hierarquias presentes no seu senhorio, de maneira a compreender a plataforma de poder que tem ao seu dispor e a quantidade de recursos que consegue redistribuir pelas suas clientelas