Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu
Abstract
Alguns dos motivos que levam os jovens a ingerir álcool são a curiosidade, a imitação, a pertença a um grupo de pares e, em alguns casos, a motivação dos familiares. A tolerância social para os consumos moderados de álcool, pode levá-los a evoluir para formas de risco. Este estudo procura compreender o consumo e a abstinência da ingestão de bebidas alcoólicas, entre os jovens do concelho de Estremoz, em co utilização de espaços de aprendizagem e de lazer. A investigação que desenvolvemos foi de carácter qualitativo recorrendo ao método direto de recolha de dados, com entrevistas compreensivas (modelo de J.-C. Kaufmann). Realizaram-se dez entrevistas, cinco a jovens consumidores e cinco a não consumidores, alunos do 12º ano de escolaridade da escola Secundária de Estremoz. Os resultados do estudo apontam no sentido do primeiro contacto com bebidas alcoólicas acontecer em ambiente noturno por influência ativa ou tácita dos pares, sendo estas ascendências motivadoras da continuidade do consumo. O comportamento alcoólico é comum e intrínseco a ambientes de festa. Uma modificação de comportamento, no grupo de pertença, parece apontar para a alteração do comportamento individual, relativamente à ingestão de bebidas alcoólicas. Apesar das consequências desagradáveis das ressacas, estas não contribuem para o desencorajamento da ingestão. Os jovens não consumidores já experimentaram tomar bebidas alcoólicas mas, quer o sabor de algumas, quer os efeitos que provocam, não são estimulantes do consumo, considerando desnecessária a sua ingestão para a valorização da convivência interpares