A fase sólida dos solos é composta de uma fracção mineral e uma orgânica. Por sua vez, a fracção mineral divide-se em lotes de dimensões que apresentam diferenças em relação à mineralogia e ao comportamento químico.
Os minerais do solo pertencem a dois grandes grupos: Minerais primários e minerais secundários.
Os minerais primários são herdados do material originário; mantém-se praticamente inalterado na sua composição. Como exemplos de minerais primários que se podem encontrar nos solos, referem-se: quartzo, feldspatos, plagioclases, micas, piroxenas, anfíbolas, olivinas, etc. Os minerais primários do solo têm importância para a avaliação do grau de evolução do solo e da sua reserva mineral.
Os minerais secundários do solo podem ter 3 origens: são sintetizados no próprio solo (in situ) a partir dos produtos da meteorização dos minerais primários menos resistentes; resultam de alterações da estrutura de certos minerais primários, que ocorrem também in situ; são herdados do material originário. Os minerais secundários mais frequentes no solo são: minerais de argila (silicatos de alumínio no estado cristalino – minerais de argila), silicatos não cristalinos; óxidos e hidróxidos de alumínio e ferro; carbonatos de cálcio e de magnésio.
São bem definidas as relações entre o tipo de mineralogia do solo e a sua composição granulométrica