A paisagem é um termo muito utilizado, quer na linguagem científica ou técnica, quer no dia-a-dia. Foi a partir do meado do séc. XIX, que a paisagem se tornou objecto de estudo científico, a par da concepção artística. Até a actualidade, ultrapassou várias etapas, numa trajectória irregular e divergente, nas quais se destaca: início no séc. XIX, com os naturalistas, geógrafos e ecologistas; primeira metade do séc. XX com os geógrafos e geobotânicos; após a 2ª Guerra Mundial, com os novos conhecimentos de botânica ecológica, geografia física, planeamento territorial e teoria geral dos ecossistemas e a partir dos anos 60, com a separação da escola da ecologia da paisagem e da paisagem integrada. Na concepção de paisagem, a vegetação é uma componente de grande importância, não só como elemento estético ou visual, mas também como objecto científico. Muitos autores que tentaram sistematizar a paisagem, referem que a vegetação é o melhor ponto de partida para delimitar as unidades homogéneas ou unidades de paisagem, do ponto de vista das associações ou agrupamentos vegetais. Na compilação da metodologia de Braun-Blanquet ou clássico sigmatista, recorreu-se a bibliografia variada, destacando as obras de Aguiar & Honrado (2001), Braun-Blanquet (1979), Diaz Gonzalez (1996), Foulcault (1986), Géhu & Rivas-Martínez (1981), Gillet et al. (1991), Guinochet (1973), Pavillard (1935) e Rivas-Martínez (1996), entre outros