Grafset/ Gráfica e Editora Lda/ Secretaria de Educação do Estado de Goiás
Abstract
Os escritos e a obra do pintor Wassily Kandinsky assim como a produção artística de uma boa parte dos artistas da Bauhaus, essa decisiva escola de artes alemã, vieram a influenciar indelevelmente a construção do currículo, bem como a definição dos seus principais conteúdos, numa boa parte dos países do mundo ocidental. Ao mesmo tempo que estes autores, (da primeira metade do século XX) a que podemos juntar Bruno Munari (já nos anos 70, do século XX) serviram de sustentáculo às novas práticas, afastadas da tradicional mimesis (cópias de estampas e gessos) das antigas academias oitocentistas, não evitaram, todavia, a sua própria “tradicionalização” e estagnação. Os métodos tradicionais de ensino artístico em artes visuais, tal como todos os que de baseam nas imutáveis premissas clássicas, necessitam de ser reciclados no sentido de melhor se responder educativamente às idiossincrasias da nossa era. De facto, hoje em dia, vivemos num mundo rodeado por milhões de imagens e as facilidades da alta tecnologia para produzir, manipular e disseminar imagens a uma escala global coloca a humanidade no centro de um novo tempo cheio de desafios.
Para recuperar a sua função como lugar crítico para se construírem novas fórmulas e práticas criativas para compreendermos estas (correntes) por vezes dúbias e pouco transparentes significações do mundo contemporâneo, será necessário um outro paradigma para a educação artística de índole visual, mais especialmente centrada no individual e/ou no social do que nas puras formalidades da própria expressão