Embora ocupe um lugar axial no cânone da literatura portuguesa, não teve a obra
de Garrett um destino editorial privilegiado. Muitos dos seus títulos são hoje de difícil
acesso, poucos foram alvo de fixação textual rigorosa, alguns inéditos per manecem
ignorados, andam dispersos e esquecidos na imprensa periódica oitocentista muitos e
muitos dispersos seus. No desejo de colmatar essas falhas, uma equipa de investigadores,
que tenho a honra de coordenar, empreendeu a edição crítica da produção integral de
Garrett (assegurada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda), cujo primeiro volume, O
Arco de Sant’Ana, surgiu há pouco. Explicitar as razões da iniciativa e os critérios que
lhe presidem é o objectivo desta breve exposição.peerreviewe