'Programa de Pos-graduacao em Ciencias Contabeis da UFRJ'
Abstract
In order to control vehicle emission, the Environment National Council (CONAMA)
created the Air Pollution Control Program for Motor Vehicles (PROCONVE),
establishing the first emission limits for some of the main air pollutants for light-duty
vehicles. Among these pollutants, hydrocarbons (HC) stand out, mainly for their ability
to form tropospheric ozone in photo-oxidation reactions. This work aimed to develop a
methodology for the determination of HC in exhaust emissions from flexible-fuel
vehicles in Brazil, which represent more than 90% of light-duty vehicles fleet, using
well-established methods such as TO-15, developed by the United States
Environmental Protection Agency (US EPA). The HC sampling was performed with
standardized vehicle tests using reference fuels (gasoline, E22, and hydrated ethanol,
E100) and involved three vehicles (PROCONVE L4, L5 and L6). The samples were
collected in electropolished stainless steel canisters during the three phases of the
procedure according to ABNT NBR 6601. The analysis was carried out using a thermal
desorption-gas chromatography-mass spectrometry system. Quantification was
executed using a standard reference HC mixture. Using gasoline, E22, the average
weighted emission values were 38.69, 19.32 and 5.57 mg km-1 for PROCONVE L4, L5
and L6 vehicles, respectively. The values of ozone-forming potential (OFP) were found
in the range of 8.81 141.49 mg km-1, while the weighted values of specific MIR were
in the range of 2.58 3.35. For the tests with hydrated ethanol, E100, the presence of
HC in the C4-C12 range was reported, among them aromatic HC. However, the fraction
corresponding to these compounds was insignificant (at most 2.6%) and their
contribution to the values of specific MIR and OFP is negligible, making it impossible
to obtain representative values. The data obtained in the speciation of HC can be used
in further technical discussions involving tropospheric ozone formation processes.Com o intuito de controlar as emissões veiculares, o Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA) criou o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos
Automotores (PROCONVE), estabelecendo os primeiros limites de emissão de alguns
poluentes atmosféricos para os veículos leves. Dentre estes poluentes, os
hidrocarbonetos (HC) têm destaque, principalmente pela sua capacidade de formar
ozônio troposférico em reações de foto-oxidação. Este trabalho teve como objetivo o
desenvolvimento de uma metodologia para a determinação de HC nas emissões de
escapamento de veículos flex no Brasil, que representam mais de 90% dos veículos
leves, a partir de métodos já bem estabelecidos, como o TO-15, desenvolvido pela
Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (do inglês United States
Environmental Protection Agency, US EPA). A coleta de HC foi feita mediante ensaios
veiculares padronizados com combustíveis de referência (gasolina E22 e etanol
hidratado E100), envolvendo três veículos de fases distintas do PROCONVE (L4, L5
e L6) e seguindo o procedimento descrito pela norma ABNT NBR 6601. As amostras
foram coletadas nas três fases do ensaio em canisters (botijões) de aço inox
eletropolido. As análises foram realizadas em um sistema de cromatografia gasosa
acoplada à espectrometria de massas e com pré-concentração por dessorção térmica,
e a quantificação foi executada por meio da utilização de padrões gasosos
certificados. Para os ensaios com gasolina E22, os valores médios de emissão
ponderada foram 38,69, 19,32 e 5,57 mg km-1 para os veículos PROCONVE L4, L5 e
L6, respectivamente. Os valores de potencial formador de ozônio (do inglês ozoneforming
potential, OFP) foram encontrados na faixa de 8,81 141,49 mg km-1,
enquanto os valores ponderados de MIR específico se situaram no intervalo de 2,58
3,35. Para os ensaios com etanol hidratado E100, foi reportada a presença de HC
na faixa C4-C12, dentre os quais HC aromáticos. Entretanto, a fração correspondente
a estes compostos foi insignificante (no máximo 2,6%) e sua contribuição para os
valores de MIR específico e de OFP é desprezível, impossibilitando a obtenção de
valores representativos. Os dados obtidos na especiação dos HC emitidos podem ser
usados em discussões técnicas envolvendo processos de formação de ozônio
troposférico