Microalgae are microscopic organisms, usually unicellular, which carry out photosynthesis,
converting solar energy into chemicals. Among them, dulcicolous species stand out, which have
various bioactive compounds including amino acids, fatty acids, phenolic compounds and
pigments. These compounds can exert different biological activities, such as anti-inflammatory,
anti-diabetic, anti-hypertensive, antimicrobial and antioxidant. However, for bioactive
compounds to exert their activity in the human body, they must be bioaccessible.
Bioaccessibility refers to the fraction of a nutrient or bioactive compound present in a food that
is released from the food matrix during the digestion process and thus becomes available for
absorption in the gastrointestinal tract. Determining bioaccessibility is fundamental to
establishing the possible beneficial effects of a food. Studies on the bioaccessibility of
freshwater microalgae are still scarce in the literature. This study determined the profile of
amino acids, fatty acids and phenolic compounds present in the biomass of freshwater
microalgae (Chlorella vulgaris, Spirulina platensis, Scenedesmus acuminatus, Desmodesmus
maximus and Tetraselmis sp.) and the bioaccessibility of these compounds after in vitro
digestion. The antioxidant, antidiabetic and antihypertensive activity of the fractions intestinal
obtained after in vitro digestion was also evaluated. The results obtained indicate that the
biomasses of the microalgae studied have essential amino acids in their composition, with
threonine, phenylalanine and lysine predominating before digestion. The bioaccessibility of the
amino acids identified in the microalgae studied ranged from 25 to 257%. Saturated (palmitic,
myristic and stearic), monounsaturated (palmitoleic and oleic) and polyunsaturated (linoleic
and linolenic) fatty acids were also found, with a higher concentration in S. platenses. The
bioaccessibility of fatty acids was over 70% in Tetraselmis sp, with the presence of essential
fatty acids (omega 9), (omega 6) and (omega 3) standing out. The microalgae biomass also
showed high concentrations of phenolic compounds before digestion, but the bioaccessibility
values were less than 20%. The intestinal fractions of the microalgae evaluated showed
excellent results for antidiabetic activity (20-96%), with Tetraselmis sp standing out, as well as
for antihypertensive activity (13-53%). They also showed high antioxidant activity (1313-1821
μM eq Trolox/g), with D. maximus standing out, followed by Tetraselmis sp. The study
demonstrated the rich nutritional composition of microalgae and highlighted D. maximus and
Tetraselmis sp. (p < 0.05), which showed a higher amount of bioactive compounds compared
to the other microalgae analyzed in this study. The results obtained demonstrate the functional
potential of the microalgae biomassstudied, reinforcing the viability of its use in the preparation of high value-added foods, favoring the production and marketing of these products. This could
help to meet the growing interest and demand from consumers for foods that appeal to their
health and functionality.Pró-Reitoria de Pós-graduação da UFPB (PRPG/UFPB)As microalgas são organismos microscópicos, geralmente unicelulares, que realizam
fotossíntese, convertendo energia solar em química. Entre elas, destacam-se as espécies
dulcícolas que possuem diversos compostos bioativos incluindo os aminoácidos, ácidos graxos,
compostos fenólicos, e pigmentos. Esses compostos podem exercer atividades biológicas
distintas, tais como, anti-inflamatória, anti-diabética, anti-hipertensiva, antimicrobiana e
antioxidante. Entretanto, para que os compostos bioativos exerçam sua atividade no organismo
humano devem ser bioacessíveis. A bioacessibilidade refere-se à fração de um nutriente ou
composto bioativo presente em um alimento que é liberada da matriz alimentar durante o
processo de digestão e, assim, torna-se disponível para absorção no trato gastrointestinal. A
determinação da bioacessibilidade é fundamental para estabelecer os possíveis efeitos benéficos
de um alimento. Estudos sobre a bioacessibilidade de microalgas dulcícolas ainda são escassos
na literatura. O presente estudo determinou o perfil de aminoácidos, ácidos graxos e compostos
fenólicos presentes em biomassas de microalgas dulcícolas (Chlorella vulgaris, Spirulina
platensis, Scenedesmus acuminatus, Desmodesmus maximus, e Tetraselmis sp.) e a
bioacessibilidade destes compostos após digestão in vitro. Ainda, foram avaliadas a atividade
antioxidante, antidiabética e anti-hipertensiva das frações intestinais obtidas após a digestão in
vitro. Os resultados obtidos indicam que as biomassas das microalgas estudadas apresentam em
sua composição aminoácidos essenciais, sendo a treonina, fenilalanina e lisina predominantes
antes da digestão. A bioacessibilidade dos aminoácidos identificados nas microalgas estudadas
variou de 25 a 257%. Também foram encontrados ácidos graxos saturados (palmítico, mirístico,
esteárico), monoinsaturados (palmitoléico e oléico) e polinsaturados (linoléico e linolênico),
com maior concentração em S. platenses. A bioacessibilidade de ácidos graxos foi superior a
70% em Tetraselmis sp, destacando-se a presença dos ácidos graxos essenciais (ômega 9),
(ômega 6) e (ômega 3). As biomassas de microalgas também apresentaram elevadas
concentrações de compostos fenólicos antes da digestão, no entanto, os valores de
bioacessibilidade foram inferiores a 20%. As frações intestinais das microalgas avaliadas
apresentaram resultados satisfatórios para a atividade antidiabética (20-96%), destacando-se a
Tetraselmis sp, assim como também para a atividade anti-hipertensiva (13-53%). A maior
atividade antioxidante (1313-1821 μM eq Trolox/g) foi observada para a fração intestinal de D.
maximus seguida por Tetraselmis sp. O estudo demonstrou a rica composição das microalgas
em bioativos, com destaque para D. maximus e Tetraselmis sp. (p < 0,05), que apresentaram quantidade superior às demais microalgas analisadas neste estudo. Os resultados demonstram
o potencial funcional da biomassa das microalgas estudadas, reforçando a viabilidade de sua
utilização na preparação de alimentos de alto valor agregado. Conclui-se que a biomassa das
microalgas avaliadas pode contribuir para atender ao crescente interesse e à demanda dos
consumidores por alimentos que apelam à saúde e à funcionalidade