Autogenous tooth transplantation involves the surgical transfer of a tooth within the same individual and represents a predictable therapeutic alternative for tooth replacement in cases of agenesis, trauma, caries, or periodontal disease. This integrative review aimed to analyze the indications, contraindications, surgical and technical aspects, postoperative care, and clinical outcomes of autotransplantation, identifying predictive factors for success. A literature search was performed in PubMed, SciELO, LILACS, and Google Scholar databases, including publications between 1990 and 2023 in Portuguese and English. Clinical studies, case series, and systematic reviews addressing clinical and radiographic outcomes were included, while isolated case reports without sufficient data were excluded. Third molars and premolars were the most commonly used donor teeth, especially those with incomplete root formation, which favors pulp revascularization and root remodeling. The immediate technique, with minimal extraoral time and atraumatic periodontal ligament handling, showed higher integration rates, while non-rigid fixation and periodic radiographic follow-up reduced ankylosis and resorption. In teeth with closed apices, endodontic treatment performed between two and four weeks after transplantation decreased pulpal complications. The main reported complications were root resorption, ankylosis, and integration failure, emphasizing the importance of three-dimensional planning and careful case selection. It is concluded that autogenous tooth transplantation is a predictable and biologically advantageous technique when performed according to rigorous clinical protocols. Standardization of procedures and long-term studies are recommended to enhance predictability and clinical training.
O transplante dentário autógeno consiste na transferência cirúrgica de um dente de um sítio para outro no mesmo indivíduo, sendo considerado uma alternativa terapêutica previsível para substituição dentária em casos de agenesia, trauma, perdas por cárie ou doença periodontal. O objetivo desta revisão integrativa foi analisar as indicações, contraindicações, aspectos técnico-cirúrgicos, cuidados pós-operatórios e resultados clínicos do autotransplante, identificando fatores preditivos de sucesso. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, incluindo publicações entre 1990 e 2023, nos idiomas português e inglês. Foram incluídos estudos clínicos, séries de casos e revisões sistemáticas que abordassem desfechos clínico-radiográficos, excluindo-se relatos isolados sem dados clínicos suficientes. Observou-se que terceiros molares e pré-molares são os dentes doadores mais utilizados, especialmente quando apresentam rizogênese incompleta, favorecendo a revascularização pulpar e remodelação radicular. A técnica imediata, com mínimo tempo extraoral e manejo atraumático do ligamento periodontal, mostrou maiores taxas de integração, enquanto fixações não rígidas e acompanhamento radiográfico periódico reduziram a ocorrência de anquilose e reabsorção. Em dentes com ápice fechado, o tratamento endodôntico realizado entre duas e quatro semanas após o transplante reduziu complicações pulpares. As principais intercorrências relatadas foram reabsorção radicular, anquilose e falha de integração, ressaltando a importância do planejamento tridimensional e da seleção criteriosa dos casos. Conclui-se que o transplante dentário autógeno é uma técnica previsível e biologicamente vantajosa quando conduzida segundo protocolos clínicos rigorosos, sendo recomendada a padronização de condutas e estudos longitudinais para aprimorar a previsibilidade e o treinamento clínico.