research article

ALUCINAÇÕES DIGITAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PLATAFORMIZADA

Abstract

This theoretical essay aims to analyze the phenomenon of the platformization of education through the lens of the digital hallucinations produced by technological dystopias within the context of neoliberal rationality. Based on bibliographic and documentary research, and in dialogue with a Marxist perspective, the study argues that the proliferation of debates and projects related to educational platformization increasingly converges towards an intense regime of global knowledge control and techno-idealist hyper-regulation. This process generates what we term "digital hallucinations" in society and education. The paper contends that while technologies are fundamental constituents of human experience, the working class holds not only the right but also the ethical and historical duty to appropriate them critically. It concludes that, from a counter-hegemonic perspective aimed at human emancipation through forms of technological appropriation, human development combined with a project of democratized digital sovereignty emerges as a critical and territorialized alternative to "de-hallucinate" the platformization of education in contemporary society.O presente texto tem como objetivo analisar o fenômeno da plataformização da educação sob a ótica das alucinações digitais produzidas pelas distopias tecnológicas sob o contexto da racionalidade neoliberal. Trata-se de um ensaio teórico com base em estudos bibliográficos e documentais em diálogo com a perspectiva marxista. Observamos que a multiplicação do debate e dos projetos empreendidos pela plataformização da educação convergem cada vez mais para um regime intenso de controle do conhecimento global e hiper-regulação tecnoidealista, produzindo o que chamamos de “alucinações digitais” na sociedade e na educação. Tecnologias são constituintes fundamentais da experiência humana, e a classe trabalhadora detém não apenas o direito, mas o dever ético e histórico de apropriar-se criticamente delas. Concluímos que, numa perspectiva contra-hegemônica de tentativa de emancipação humana por meio de formas de apropriações tecnológicas, a formação humana aliada ao projeto de soberania digital democratizada apresenta-se como uma alternativa crítica e territorializada para “desalucinar” a plataformização da educação na atual sociedade

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