Universidade do Minho. Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM)
Abstract
GÉNERO ANCESTRAL, o conto tem exercido ao longo dos tempos a função
social de transmitir a memória cultural, reinventando-se e readaptando-
se continuamente a novas condições sociais, tecnológicas e
ideológicas, nomeadamente as das sociedades pós-modernas. O ritmo,
preocupações e formas de comunicação característicos da vida urbana
e da cultura de massas contemporâneas levaram ao aparecimento de
novas modalidades do conto, marcadas por hibridismos de vária ordem
(linguísticos, culturais, genológicos), nos mais variados contextos de
comunicação e nos mais diversos suportes físicos. Na intersecção do
conto tradicional, da literatura e da cultura de massas, focando muitas
vezes temáticas semelhantes e testemunhando das preocupações dos
homens e mulheres das cidades contemporâneas, o conto transformou-
-se e multiplicou-se, atravessando hoje as artes digitais e as “artes da
rua”, os ecrãs de tablets e ipods, assim como os locais de encontro das
nossas cidades.Fundação para a Ciência e a Tecnologia, UE, COMPETE, QRE