research article

Avaliação da urinálise, urocultura e antibiograma de gatos com suspeita de infecção do trato urinário

Abstract

Urinary tract infections (UTI) in cats represent a diagnostic challenge in clinical practice, particularly because they present with the same clinical signs as feline lower urinary tract disease. This study aimed to analyze the findings of urinalysis, urine culture, and antimicrobial susceptibility testing in cats with suspected UTI, in order to understand the microbiological profile and bacterial sensitivity to the antimicrobials tested. A total of 86 urine samples from cats showing clinical signs compatible with UTI were analyzed. The evaluated data included sex, presence or absence of leukocyturia, haematuria, proteinuria, and urinary pH, as well as urine culture results and antimicrobial susceptibility profiles. The mean age of the animals was 8.7 years, with a predominance of females. Leukocyturia was observed in 86.05% of the cases, hematuria in 66.28%, and proteinuria in 73.26%. In 43.2% of the samples, the urinary pH values were below the laboratory\u27s reference range (5.0-7.0). Urine culture was positive in 24.42% of the cases, with Escherichia coli being the most frequently isolated bacterium (71.43%), followed by Enterococcus faecalis, Proteus mirabilis, Staphylococcus pseudointermedius, and Enterococcus spp. E. coli showed resistance to ampicillin and amoxicillin in 40% of the samples. E. faecalis exhibited a variable sensitivity pattern but showed 100% sensitivity to ciprofloxacin and sulfamethoxazole-trimethoprim. The findings reinforce that, although essential, urinalysis should not be used alone for the diagnosis of UTI. The low frequency of positive cultures, along with the diversity in resistance profiles, highlights the importance of microbiological confirmation and antimicrobial susceptibility testing, which are crucial for therapeutic success, responsible antibiotic use, and combating bacterial resistance. As infecções do trato urinário (ITU) em felinos representam um desafio diagnóstico na prática clínica, especialmente por apresentarem os mesmos sinais clínicos da doença do trato urinário inferior felino. Este estudo teve como objetivo analisar os achados da urinálise, urocultura e antibiograma de gatos com suspeita de ITU, visando compreender o perfil microbiológico e a sensibilidade bacteriana frente aos antimicrobianos testados. Foram analisadas 86 amostras de urina de gatos com sinais clínicos compatíveis com ITU. Os dados avaliados incluíram sexo, presença ou não de leucocitúria, hematúria, proteinúria e pH urinário, resultado da urocultura e perfil de suscetibilidade antimicrobiana. A idade média dos indivíduos foi de 8,7 anos, com predomínio de fêmeas. Na urinálise, observou-se leucocitúria em 86,05% dos casos, hematúria em 66,28% e proteinúria em 73,26%. Quanto ao pH, 43,2% das amostras apresentaram valores abaixo da faixa de referência do laboratório (5,0 a 7,0). A urocultura foi positiva em 24,42% dos casos, sendo Escherichia coli a bactéria mais frequente (71,43%), seguida por Enterococcus faecalis, Proteus mirabilis, Staphylococcus pseudointermedius e Enterococcus spp. E. coli apresentou resistência à ampicilina e amoxicilina em 40% das amostras. E. faecalis exibiu um padrão de sensibilidade variado, mas com 100% de sensibilidade à ciprofloxacina e ao sulfatrimetropim. Os achados reforçam que a urinálise, embora essencial, não deve ser utilizada isoladamente para o diagnóstico de ITU. A baixa frequência de culturas positivas, aliada à diversidade de perfis de resistência, evidencia a importância da confirmação microbiológica e da avaliação da sensibilidade aos antimicrobianos, que é fundamental para o sucesso terapêutico, uso responsável de antibióticos e combate à resistência bacteriana.

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