Numa leitura hermenêutica da primeira seção de Totalidade e infinito, que a reconstrói debatendo com os principais interlocutores de Levinas, intencionamos evidenciar o conceito que constitui o objeto de nossa investigação – a liberdade investida – pondo em perspectiva e questionando a espontaneidade e autojustificação de uma das concepções centrais da cultura ocidental: a liberdade. O ponto fundamental dessa inquirição defende, juntamente com Levinas, a tese de que no âmbito da desconstrução da Totalidade ontológica a articulação entre heteronomia e liberdade só se dá a partir do momento em que esta se manifesta não como pressuposto, mas como investida