research article review

Restinga de Jurubatiba: Perfis químicos do óleo essencial de folhas, caules e frutos imaturos da espécie Neomitranthes obscura (DC.) N. Silveira

Abstract

The Brazilian Restinga ecosystem faces constant anthropogenic threats and environmental stresses that influence the secondary metabolism of plants. Underexplored species from unique ecosystems such as the Restinga may exhibit significant pharmacological and biotechnological potential, as in the case of Neomitranthes obscura (DC.) N. Silveira (Myrtaceae), an endemic species of the Atlantic Forest found in coastal sandy plains. This study focused on collecting leaves, stems, and unripe fruits of N. obscura in the Restinga de Jurubatiba National Park, Rio de Janeiro, and extracting their essential oils through hydrodistillation. The chemical composition of the different plant parts was analyzed by GC–MS and confirmed using spectral databases. The essential oils obtained from the various organs of N. obscura showed yields of 0.06%, 0.09%, and 0.92%, revealing 20, 27, and 27 chemical constituents for unripe fruits, stems, and leaves, respectively. The major components of the unripe fruit oil were sativene (15.15%), β-selinene (46.14%), and selina-3,7(11)-diene (9.48%), while those of the leaves and stems were zonarene (19.75–21.41%), selina-3,7(11)-diene (12.67–15.12%), and β-selinene (11.77–10.87%). Most of these compounds share a selinane-type structural core, indicating the predominance of this terpenoid skeleton in the essential oil composition of the species. This pattern reflects chemotaxonomic characteristics of the Myrtaceae family and points to potential ecological and pharmacological roles, positioning this species as a promising source of bioactive molecules with possible biotechnological and pharmaceutical applications. This study also represents the first description of the chemical composition of the essential oils extracted from the unripe fruits and stems of N. obscura, contributing to the chemical and chemotaxonomic knowledge of the species.  El ecosistema brasileño de Restinga se enfrenta a constantes amenazas antropogénicas y estrés ambiental que influyen en el metabolismo secundario de las plantas. Las especies poco exploradas de ecosistemas únicos como el de Restinga pueden presentar un importante potencial farmacológico y biotecnológico, como es el caso de Neomitranthes obscura (DC.) N. Silveira (Myrtaceae), una especie endémica de la Mata Atlántica que se encuentra en las llanuras arenosas costeras. Este estudio se centró en la recolección de hojas, tallos y frutos inmaduros de N. obscura en el Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, Río de Janeiro, y en la extracción de sus aceites esenciales mediante hidrodestilación. La composición química de las diferentes partes de la planta se analizó mediante GC-MS y se confirmó utilizando bases de datos espectrales. Los aceites esenciales obtenidos de los diversos órganos de N. obscura mostraron rendimientos del 0,06 %, 0,09 % y 0,92 %, revelando 20, 27 y 27 componentes químicos para los frutos inmaduros, los tallos y las hojas, respectivamente. Los componentes principales del aceite de los frutos verdes fueron sativeno (15,15 %), β-selineno (46,14 %) y selina-3,7(11)-dieno (9,48 %), mientras que los de las hojas y los tallos fueron zonareno (19,75-21,41 %), selina-3,7(11)-dieno (12,67-15,12 %) y β-selineno (11,77-10,87 %). La mayoría de estos compuestos comparten un núcleo estructural de tipo selinano, lo que indica el predominio de este esqueleto terpenoide en la composición del aceite esencial de la especie. Esto refleja las características quimiotaxonómicas de la familia Myrtaceae y apunta a posibles funciones ecológicas y farmacológicas, lo que posiciona a esta especie como una fuente prometedora de moléculas bioactivas con posibles aplicaciones biotecnológicas y farmacéuticas. Este estudio representa además la primera descripción de la composición química de los aceites esenciales extraídos de los frutos inmaduros y los tallos de N. obscura, contribuyendo al conocimiento químico y quimiotaxonómico de la especie.A Restinga brasileira enfrenta ameaças antrópicas constantes e possui estresses ambientais que influenciam o metabolismo secundário das plantas. Espécies pouco estudadas de ecossistemas únicos como a Restinga podem apresentar potencial farmacológico e biotecnológico, como a Neomitranthes obscura (DC.) N. Silveira (Myrtaceae), uma espécie endêmica da Mata Atlântica encontrada na Restinga. O presente estudo focou em coletar folhas, caules e frutos verdes de N. obscura no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, Rio de Janeiro, e extrair seus óleos essenciais através de hidrodestilação. A composição química das diversas partes estudadas foi analisada por CG-EM e confirmada utilizando bases espectrais. O óleo essencial obtido das diferentes partes de N. obscura obteve um rendimento de 0,06, 0,09 e 0,92% e revelou 20, 27 e 27 constituintes químicos para frutos imaturos, caules e folhas, respectivamente. Os componentes majoritários dos frutos imaturos foram sativeno (15,15%), β-selineno (46,14%) e selina-3,7(11)-diene (9,48), enquanto os de folhas e caules foram zonareno (19,75 - 21,41%), selina-3,7(11)-dieno (12,67 - 15,12%) e β-selinene (11,77 - 10,87%). A maioria desses compostos compartilham um núcleo estrutural do tipo selinano, indicando a predominância desse esqueleto terpênico na composição do óleo essencial da espécie. Isso reflete características quimiotaxonômicas da família Myrtaceae e aponta para potenciais papéis ecológicos e farmacológicos, posicionando essa espécie como uma fonte promissora de moléculas bioativas com possíveis aplicações biotecnológicas e farmacêuticas. Este estudo representa ainda a primeira descrição da composição química dos óleos essenciais extraídos dos frutos imaturos e dos caules de N. obscura, contribuindo para o conhecimento químico e quimiotaxonômico da espécie.

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