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A assistência de enfermagem à população transexual na perspectiva do profissional enfermeiro

Abstract

This study aimed to analyze, from the perspective of nurses, the nursing care provided to the transgender population. It is a descriptive field study with a quantitative approach, conducted with 29 nurses from a private university in Rio de Janeiro, recruited through non-probabilistic "snowball" sampling. Data collection used semi-structured interviews, analyzed using simple descriptive statistics. The results revealed a predominance of professionals with up to 10 years of training (59%) and experience (59%), mostly in tertiary care (59%). A critical training gap was identified, with 79% of participants lacking any prior training on the subject and 62% unaware of specific public policies. This deficiency was directly reflected in practice, evidenced by the very low frequency of visits (1 to 3 annually for 27% of nurses) and the lack of follow-up from this population (27% of cases), an indicator of service dropout. It is concluded that improving the quality of care requires the cross-cutting incorporation of gender diversity issues into nursing curricula and the urgent implementation of robust continuing education programs, demanding a collective commitment to establishing a truly inclusive care model.Objetivou-se analisar, na perspectiva de enfermeiros, a assistência de enfermagem prestada à população transexual. Trata-se de uma investigação de campo, descritiva com abordagem quantitativa, realizada com 29 enfermeiros de uma universidade privada do Rio de Janeiro, recrutados por amostragem não probabilística "bola de neve". A coleta de dados utilizou entrevistas semiestruturadas, analisadas por estatística descritiva simples. Os resultados revelaram um predomínio de profissionais com até 10 anos de formação (59%) e atuação (59%), majoritariamente na atenção terciária (59%). Verificou-se uma lacuna formativa crítica, com 79% dos participantes sem qualquer capacitação prévia sobre o tema e 62% desconhecendo políticas públicas específicas. Esta deficiência refletiu-se diretamente na prática, evidenciada pela baixíssima frequência de atendimentos (1 a 3 anuais para 27% dos enfermeiros) e pela ausência de retorno desta população (27% dos casos), um indicador de evasão dos serviços. Conclui-se que a qualificação da assistência exige a incorporação transversal da temática de diversidade de gênero nos currículos de enfermagem e a implementação urgente de programas robustos de educação permanente, demandando um compromisso coletivo para efetivar um modelo de atenção verdadeiramente inclusivo

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