'Editora da Universidade Federal Rural do Semi-Arido - EdUFERSA'
Abstract
O extrato pirolenhoso de plantas é um composto versátil amplamente utilizado na agricultura, com o objetivo de neutralizar o crescimento de patógenos, possuindo ação contra bactérias e fungos. Ainda, observando a importância do cordão umbilical como estrutura que funciona como porta de entrada para uma série de microrganismos, bem como, frente aos inúmeros e conflitantes protocolos realizados para a desinfecção do umbigo, buscou-se avaliar a eficiência antisséptica do extrato pirolenhoso de eucalipto no coto umbilical de ovinos. O estudo em questão foi realizado em quatro propriedades distintas do município de Mossoró/RN, agrupando os animais em dois grupos de cinco, para que fosse avaliado o efeito antisséptico do extrato pirolenhoso e do iodopovidona a 1%, durante cinco dias de tratamento. Além disso, aspectos como comprimento e diâmetro do anel e comprimento do cordão umbilical foram avaliados. Por fim, avaliou- se o perfil de sensibilidade das bactérias isoladas para diferentes antimicrobianos. Os resultados obtidos incluem o isolamento e identificação das bactérias presentes no umbigo dos ovinos, como Corynebacterium sp., Escherichia coli, Staphylococcus spp. e Enterococcus sp. Ainda, foi possível observar uma redução na contagem de colônias pela técnica de drop plate frente ao uso do extrato pirolenhoso do híbrido de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis (clone I144), assim como, ocorreu com o iodopovidona a 1%. Quanto aos parâmetros diâmetro e comprimento do anel umbilical, observou-se que ambas as soluções usadas nos tratamentos não influenciaram significativamente no processo cicatricial. Acerca do comprimento do cordão umbilical, no grupo do extrato pirolenhoso percebeu uma redução significativa quando se compara o primeiro ao quarto dia de tratamento. O mesmo ocorreu no grupo do Iodopovidona a 1%, observando significativa redução quando se compara o primeiro ao terceiro dia de tratamento. Por fim, acerca do perfil de sensibilidade, sete amostras de Corynebacterium spp. foram testadas, de maneira que todas se comportaram resistentes à penicilina, assim como, quatro delas se mostraram resistentes à vancomicina. Quanto a E. coli, a cefazolina, a cefalotina, se mostraram resistentes para todas as amostras, assim como, amoxicilina com acido clavulânico, ampicilina e cefepime. Ao contrário disso, o fármaco nitrofurantoína se mostrou o único sensível para todas as amostras de E.coli. Quanto às amostras de Staphylococcus sp., somente a norfloxacina e amicacina se mostraram sensíveis, ao contrário, a cefoxitina se comportou de maneira resistente. Para a amostra de Enterococcus spp., a ampicilina, sulfametoxazol/trimetoprima e penicilina foram resistentes, enquanto a vancomicina, nitrofurantoína e norfloxacina foram sensíveis.63 f