Esta pesquisa teve como objetivo estudar macro e microscopicamente a fossa oval de corações
humanos. Foram utilizados 23 corações conservados em formol a 10%, de indivíduos adultos de ambos os sexos e de diferentes raças. Para análise macroscópica foram verificadas a altura ventricular, o peso dos corações, o diâmetro, a morfologia e a permeabilidade das fossas. Para análise em microscopia de luz foram utilizados 10 corações, que foram submetidos à rotina histológica. Com a metodologia utilizada verificou-se que a fossa interatrial apresentava formato oval na maioria dos casos (78%). Dos 23 septos interatriais analisados 56,5% apresentaram permeabilidade, sendo que 43,5% eram impermeáveis. Os septos foram classificados como espessos em 61% dos casos e delgados em apenas 39%. Ao serem correlacionadas a permeabilidade dos septos delgados com a espessura os resultados revelaram uma fraca correlação, enquanto que nos septos espessos não houve correlação entre a espessura e a permeabilidade. As fossas ovais apresentaram uma média de 1,53cm. Para o peso cardíaco e altura ventricular a média foi de 306g e 94,82mm respectivamente. Foi também analisada a correlação entre as variáveis diâmetro, peso e altura ventricular, sendo que os resultados não revelaram correlação estatisticamente significantes. Através da análise histológica observou-se que a fossa oval era constituída por tecido conjuntivo rico em fibras colágenas na face atrial direita e tecido muscular cardíaco na face atrial esquerda. Com os resultados desta pesquisa conclui-se que é alta a prevalência de fossas ovais permeáveis em indivíduos adultos