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O TRABALHO DO JORNALISMO PARA DEFESA DO BIOMA PAMPA: DOCUMENTÁRIO ESTUDANTIL

Abstract

O presente trabalho visa reunir o resultado de pesquisas e entrevistas com o objetivo de compreender os possíveis fatores responsáveis por gerar uma mudança que pode se tornar prejudicial à vegetação endêmica do Parque Estadual do Espinilho em Barra do Quaraí-RS. Além de, entender quais são as políticas públicas voltadas para essa Unidade de Conservação e publicar o conteúdo em mídia digital, para que escolas e projetos ambientais possam utilizar esse material de forma didática. Ao iniciarmos a pesquisa, nos deparamos com a necessidade de compreender melhor sobre a organização do parque e como ele atua na preservação do bioma Pampa. Para isso, fizemos buscas por artigos científicos e jornalísticos que tratam do assunto. Também foi necessário realizar uma revisão teórica sobre jornalismo ambiental. Em seguida, fizemos a revisão de literatura sobre o tipo de documentário que iríamos realizar (NICHOLLS. Bill. 2009). Posteriormente, fizemos uma análise sistemática de outros documentários que tratam sobre o bioma Pampa, para entender sobre sua abordagem. O Rio Grande do Sul é o maior estado produtor de arroz no Brasil, liderando o ranking brasileiro de produção do arroz em casca, produzindo em média, 8 milhões de toneladas do grão por safra. Diante disso, na Fronteira Oeste cresce o número de lavouras, o que acaba prejudicando o desenvolvimento de outras áreas como o Parque Estadual do Espinilho. Atualmente, 44% do bioma Pampa é ocupado pelo agronegócio, um dado que acaba se tornando preocupante. No parque são 1.700 hectares que lembram as paisagens africanas e formam a Savana Gaúcha. A vegetação endêmica abriga espécies como o Inhanduvá, o Algarrobo e o Quebracho Blanco que estão no local há mais de quatro milhões de anos, segundo algumas pesquisas. Essa UC é a única no Brasil que se enquadra como Savana Estépica, além de vegetação, são mais de 185 espécies de aves catalogadas, dentro delas está o Arapaçu-do-espinilho, Príncipe e o Cardeal Amarelo que dependem da reserva como habitat natural. Entre reportagens e mateŕias podemos observar as diversas crises climáticas. Tempestades e ondas de calor extremo afetam diversos países, causando sérios problemas. Informar a população é papel dos jornalistas que se envolvem com pautas ambientais, além da informação é preciso haver uma conscientização, e reforçar a necessidade de políticas ambientais, além de gerar debate entre população e governantes. Segundo o site iberdrola, um exemplo da importância do jornalismo ambiental é dado pelo fato de que as mudanças climáticas recentemente se converteram na maior preocupação dos europeus, ultrapassando o terrorismo global. Não é de hoje que cientistas vêm alertando o planeta sobre o aquecimento global e as consequências devastadoras que ele pode causar. A pauta ambiental deve ser trabalhada dentro das editorias e periódicos. Precisa ser um assunto diário onde quem toma a iniciativa são os próprios veículos de comunicação e não apenas os jornalistas independentes. O jornalismo ambiental é essencial para nos mantermos informados sobre as questões que afetam o meio ambiente. Através das reportagens e matérias, podemos conhecer os desafios ambientais que enfrentamos, como desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Além disso, o jornalismo ambiental nos ajuda a entender as soluções e boas práticas que podem ser adotadas para preservar e proteger o nosso planeta. É uma forma de mobilizar a sociedade e incentivar ações individuais e coletivas em prol da sustentabilidade. Referências Redin, C. G. Longhi, R. V., Watzlawick, L. F., & Longhi, S. J. (2011). Composição florística e estrutura da regeneração natural do Parque Estadual do Espinilho, RS. Ciência Rural, 41(7), 1195-1201. Galvani, F. R. (2003). Vegetação e aspectos ecológicos do Parque Estadual do Espinilho, Barra do Quaraí, RS Grande, G., & Biodiversidade, P.R. PLANO DE AÇÃO RESTAURAÇÃO E CONSERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS DO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DO ESPINILHO. PUCCINI, Sérgio. A pesquisa . In: ______.Roteiro de documentário: da pré-produção à pós-produção. Campinas (SP): Papirus, 2009. pp. 31-34. NICHOLS, Bill. Que tipos de documentário existem. In: ________. Introdução ao documentário. Campinas (SP): Papirus. 2009. Pp. 135-177. PUCCINI, Sérgio. Roteiro de cinema e cena dramática. In: _______.Roteiro de documentário: da pré-produção à pós-produção. Campinas (SP): Papirus, 2009. pp. 21-24

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