research article

Vivência Mineral: Uma reflexão sobre a produção das cidades do Sul Global a partir da cadeia produtiva da indústria da construção

Abstract

This article's main objective is to demonstrate that the way architecture is produced today is, at its core, unsustainable. Through bibliographical research focused on critical readings of architectural production studies, and a brief theoretical reflection supported by an empirical example, which examines mining areas in the Arcos region of Minas Gerais, Brazil, the article aims to demonstrate how the exploitation of workers and nature are essential to generating profit and how this exploitation is associated with colonizing thinking. The final reflection is on architecture's contribution to this mode of production, based on the relationship between the production of Latin American cities and the construction industry supply chain. Drawing on discussions of the primitive accumulation of capital in Marx and Harvey, and extractivism in Aráoz, the idea is to demonstrate that the construction industry's supply chain is a tool for the Capitalocene, crucial to its imposing development, which stems from primitive accumulation through extractivism in mines, the division of labor in industry, and the development of the economy. and in the formation of an alienated and ‘artisanal’ construction site, a potential generator of surplus value. El objetivo principal de este artículo es demostrar que la forma en que se produce la arquitectura hoy en día es, en esencia, insostenible. A través de una investigación bibliográfica centrada en lecturas críticas de estudios de producción arquitectónica y una breve reflexión teórica sustentada en un ejemplo empírico que examina las zonas mineras de la región de Arcos, Minas Gerais, Brasil, el artículo busca demostrar cómo la explotación de los trabajadores y la naturaleza es esencial para la generación de ganancias y cómo esta explotación se asocia con el pensamiento colonizador. La reflexión final se centra en la contribución de la arquitectura a este modo de producción, basándose en la relación entre la producción de las ciudades latinoamericanas y la cadena de suministro de la industria de la construcción. A partir de las discusiones sobre la acumulación primitiva de capital en Marx y Harvey, y el extractivismo en Aráoz, la idea es demostrar que la cadena de suministro de la industria de la construcción es una herramienta para el Capitaloceno, crucial para su imponente desarrollo, que se deriva de la acumulación primitiva a través del extractivismo en las minas, la división del trabajo en la industria y el desarrollo de la economía, y en la formación de una obra de construcción alienada y artesanal, generadora potencial de plusvalía. Este artigo tem, como objetivo principal, evidenciar que a forma como a arquitetura está sendo produzida nos dias de hoje é, em sua essência, insustentável. Através de uma pesquisa bibliográfica voltada para leituras críticas sobre os estudos da produção da arquitetura, e uma breve reflexão teórica amparada por um exemplo empírico, que faz um recorte de áreas de mineração na região de Arcos em Minas Gerais, Brasil, pretende-se apresentar como a exploração do trabalhador e da natureza são essenciais para a geração de lucro e como essa exploração está associada a um pensamento colonizador, tendo como resultado, uma reflexão final sobre a contribuição da arquitetura para esse modo de produção, a partir da relação entre a produção das cidades latino-americanas e a cadeia produtiva da construção civil. Utilizando das discussões sobre a acumulação primitiva do capital em Marx e Harvey, e do extrativismo em Aráoz, a ideia é mostrar que a cadeia produtiva da indústria da construção é uma ferramenta para o Capitaloceno, crucial para o seu desenvolvimento impositivo, que parte da acumulação primitiva, por meio do: extrativismo nas minas; na divisão do trabalho na indústria; e na formação de um canteiro alienado e ‘artesanal’, potencial gerador de mais-valia.

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