Myasthenia gravis is a disease of autoimmune etiology, associated with the presence of
antibodies against postsynaptic proteins, which affects the functioning of the neuromuscular
junction. The main clinical characteristic is muscular weakness, that
affects different muscle groups, with periods of remission and exacerbation of the clinical
state. This study aimed to describe the clinical and epidemiological aspects of the
patients assisted by the Neurology Service of the University Hospital of Aracaju, Federal
University of Sergipe (HU-UFS). This was an observational, retrospective study in which the
cases of acquired autoimmune myasthenia gravis, treated at the Neurology Service of the HU-
UFS, were identified. Clinical and epidemiological data were collected upon medical records
review. Thirty-seven medical charts of patients with myasthenia gravis were analysed: 70,27%
were female and 29,72% were male, at a ratio of 2,3:1. The mean age at symptoms onset was
37,7 tears. The main symptom reported at the initial clinical presentation was palpebral ptosis,
present in 64,86% of the patients. The mean illness duration was 7,83 years. The clinical and
epidemiological profile of the patients with myasthenia gravis assisted by HU-UFS is
compatible with the profiles described in the Brazilian and world literature.Miastenia gravis é uma doença de etiologia autoimune, associada a presença de anticorpos
contra proteínas pós-sinápticas, prejudicando funcionamento da junção neuromuscular. Sua
principal característica é a fraqueza muscular, que afeta diferentes grupos musculares, com
períodos de remissão e exarcebação do quadro clínico. Objetivo deste trabalho foi descrever o
perfil clínico e epidemiológico dos pacientes atendidos pelo serviço de Neurologia do Hospital
Universitário de Aracaju da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS). Este é um estudo
observacional, de relato de casos, onde foram identificados os casos de miastenia gravis
autoimune adquirida, atendidos no serviço de Neurologia do HU-UFS. A fonte foi a coleta de
dados clínicos e epidemiológicos nos prontuários. Trinta e sete prontuários, de pacientes com
miastenia gravis, foram analisados: 70,27% do sexo feminino, 29,72% do sexo masculino,
numa proporção de 2,3:1. A idade média de início dos sintomas foi 37,7 anos. O principal
sintoma relatado no quadro inicial foi a ptose palpebral presente em 64,86% dos pacientes. O
tempo médio de doença foi de 7,83 anos. O perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com
miastenia gravis assistidos pelo HU-UFS é compatível com os perfis descritos na literatura
brasileira e mundial.Aracaj