The skin is the largest organ of the body, providing protection against chemical, physical, and
microbiological insults; however, its constant exposure to external factors makes it susceptible to
dermatopathies, which account for 20 to 75% of veterinary visits in small animals. Among the
etiological agents, fungi stand out, including Microsporum spp., Trichophyton spp., Malassezia spp.,
Cryptococcus neoformans, and Sporothrix schenckii, capable of causing a variety of clinical
manifestations. Diagnosis involves the combination of clinical signs, patient history, and laboratory tests
such as cytology, fungal culture, and, in some cases, the Wood’s lamp. The present study aimed to
conduct a retrospective survey of fungal dermatopathies in dogs and cats attended at the Veterinary
Hospital of the Federal University of Paraíba – Campus II, between 2020 and 2024. This was a
descriptive, quantitative, and retrospective study, analyzing 1,325 clinical records, which included data
on origin, sex, age, breed, housing system, reproductive status, clinical signs, main complaint, and
isolated fungal agent. The data were organized in electronic spreadsheets and analyzed using descriptive
statistics, considering absolute and relative frequencies, and cases with multiple dermatopathies were
counted separately. The year 2023 showed the highest number of suspected cases, while the highest
positivity rate was recorded in 2022. In contrast, 2020 and 2021 presented the lowest incidence rates,
possibly due to the impact of the COVID-19 pandemic on access to HV/UFPB services. In dogs, fungal
otitis caused by Malassezia spp. was the most frequent dermatopathy, followed by cutaneous
malasseziosis, whereas in cats, sporotrichosis and fungal otitis predominated. Young adult animals (1–
5 years) and mixed-breed individuals were the most affected, with Poodles and Siamese cats being the
most prevalent breeds in dogs and cats, respectively. Dogs accounted for 77% of diagnoses, and co-
infections were observed in some cases. Geographical distribution showed a concentration of cases in
Areia/PB, followed by neighboring municipalities and the capital, indicating the influence of access to
specialized HV/UFPB services. Only sporotrichosis and cryptococcosis showed significant sex
differences, affecting males and females, respectively. These results provide important information on
epidemiological patterns, predisposing factors, and high-risk regions, contributing to early diagnosis,
appropriate clinical management, and preventive strategies for fungal dermatopathies in small animals.
The retrospective survey reinforces the importance of epidemiological surveillance of mycoses in
veterinary clinics, especially in tropical regions, due to their zoonotic potential and public health impact.A pele é o maior órgão do corpo, atuando na proteção contra agressões químicas, físicas e
microbiológicas, mas sua constante exposição a fatores externos a torna suscetível a dermatopatias, que
representam de 20 a 75% dos atendimentos em pequenos animais. Entre os agentes etiológicos,
destacam-se os fungos, incluindo Microsporum spp., Trichophyton spp., Malassezia spp., Cryptococcus
neoformans e Sporothrix schenckii, capazes de provocar diversas manifestações clínicas. O diagnóstico
envolve a associação de sinais clínicos, histórico do animal e exames laboratoriais, como citologia,
cultura fúngica e, em alguns casos, lâmpada de Wood. O presente estudo teve como objetivo realizar
um levantamento retrospectivo dos casos de dermatopatias fúngicas em cães e gatos atendidos no
Hospital Veterinário da Universidade Federal da Paraíba – Campus II, entre 2020 e 2024. Trata-se de
um estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, em que foram analisados 1.325 prontuários clínicos,
com dados sobre procedência, sexo, idade, raça, modo de criação, status reprodutivo, sinais clínicos,
queixa principal e agente fúngico isolado. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e
analisados por estatística descritiva, considerando frequências absolutas e relativas, e casos com
múltiplas dermatopatias foram contabilizados separadamente. O ano de 2023 apresentou o maior
número de casos suspeitos, enquanto a maior taxa de positividade foi registrada em 2022. Já os anos de
2020 e 2021 apresentaram as menores taxas de ocorrência, possivelmente em decorrência do impacto
da pandemia de COVID-19 sobre o acesso aos serviços do HV/UFPB. Nos cães, a otite fúngica por
Malassezia spp. foi a dermatopatia maisfrequente,seguida da malasseziose cutânea, enquanto nos gatos,
a esporotricose e a otite fúngica predominaram. Animais jovens-adultos (1 a 5 anos) e sem raça definida
foram os mais acometidos, sendo o Poodle e o Siamês as raças mais prevalentes em cães e gatos,
respectivamente. Cães corresponderam a 77% dos diagnósticos, e coinfecções foram observadas em
alguns casos. A distribuição geográfica mostrou concentração de casos em Areia/PB, seguida de
municípios próximos e da capital, indicando influência do acesso aos serviços especializados do
HV/UFPB. Apenas a esporotricose e a criptococose apresentaram diferenças significativas entre os
sexos, acometendo mais machos e fêmeas, respectivamente. Esses resultados fornecem informações
importantes sobre padrões epidemiológicos, fatores predisponentes e regiões de maior risco,
contribuindo para o diagnóstico precoce, manejo clínico adequado e estratégias de prevenção de
dermatopatias fúngicas em pequenos animais. O levantamento retrospectivo reforça a relevância da
vigilância epidemiológica de micoses em clínicas veterinárias, especialmente em regiões tropicais,
devido ao potencial zoonótico e ao impacto sobre a saúde pública