Sporotrichosis is a zoonotic subcutaneous mycosis caused by the Sporothrix schenckii
complex fungus. Domestic cats are the main affected animal and a significant disseminator.
There are two important transmission routes: the sapronotic route, through contact with
contaminated soil and organic matter, and the zoonotic route, through scratches or bites from
infected animals, primarily domestic cats. Therefore, this study aimed to describe the clinical
and epidemiological profile of domestic cats with suspected sporotrichosis treated at the
Veterinary Hospital of the Federal University of Paraíba, Areia campus, Paraíba, between
2020 and 2024. A total of 287 medical records of cats with requests for laboratory testing for
sporotrichosis were analyzed. Ten records were missing test results and were discarded. Of
the 277 records included in the study, 75 (27.08%) tested positive for Sporothrix spp.,
confirmed primarily by cytology, the most frequently requested test. The highest frequency of
positive results was observed in male mixed-breed cats (SRD), young adults (1 to 6 years
old), unneutered, semi-domiciled, and from urban areas. Disseminated skin lesions, especially
in exposed areas such as the head and limbs, were more frequent. Of the suspected cats
treated, 94.22% came from 33 municipalities in Paraíba, with positive animals in 18 (54.55%)
municipalities, with the highest frequency of positive results coming from the municipalities
of Remígio, Arara, Bananeiras, Areia, Esperança, and Guarabira. The remaining animals
came from other states (Pernambuco, São Paulo, and Paraná, with one positive cat each; and
Rio de Janeiro and Rio Grande do Norte, with no positive cats). These results show that feline
sporotrichosis is widespread in the state of Paraíba and other states of the country. These
findings contribute to expanding knowledge of the epidemiology of feline sporotrichosis,
providing relevant data to support epidemiological surveillance and control efforts.A esporotricose é uma micose subcutânea zoonótica, causada pelo fungo do complexo
Sporothrix schenckii, sendo o felino doméstico o principal animal acometido e um relevante
disseminador. Existem duas importantes vias de transmissão, a via sapronótica, pelo contato
com o solo e matéria orgânica contaminados ou pela via zoonótica, ocorrendo por meio de
arranhaduras/ mordeduras de animais infectados, principalmente gatos domésticos. Sendo
assim, o estudo teve como objetivo descrever o perfil clínico-epidemiológico de gatos
domésticos com suspeita de esporotricose atendidos no Hospital Veterinário da Universidade
Federal da Paraíba, campus de Areia–PB, entre 2020 e 2024. Foram analisados 287
prontuários de gatos com solicitação de exame laboratorial para esporotricose. 10 fichas
estavam sem resultado de exames e foram descartados. Das 277 fichas incluídas no estudo, 75
(27,08%), os animais foram positivos para Sporothrix spp., confirmados principalmente por
citologia, exame mais solicitado. A maior frequência de positivos foi observada em gatos sem
raça definida (SRD), machos, adultos jovens (1 a 6 anos), não castrados, semidomiciliados e
procedentes da zona urbana. Lesões cutâneas disseminadas, especialmente em regiões
expostas como cabeça e membros, foram mais frequentes. Dos gatos suspeitos atendidos,
94,22% eram provenientes de 33 municípios paraibanos, tendo animais positivos em 18
(54,55%) municípios, com maior frequência de positivos oriundos dos municípios de
Remígio, Arara, Bananeiras, Areia, Esperança e Guarabira. O restante dos animais era
proveniente de outros estados (Pernambuco, São Paulo e Paraná, com um gato positivo em
cada; e Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, sem gatos positivos). Estes resultados mostram
que a esporotricose felina está distribuída no estado da Paraíba e outros estados da federação.
Esses achados contribuem ampliar o conhecimento da epidemiologia da esporotricose felina,
fornecendo dados relevantes para subsidiar ações de vigilância epidemiológica e controle