Mast cell tumor is described as the second most common skin tumor in cats,
accounting for approximately 20% of cases of this neoplasm in the United States.
However, in Brazil, the diagnosis of this tumor in this species is considered rare. This
study aimed to report and discuss a case of cutaneous mast cell tumor in a 12-year-
old, 3.72-kg female feline treated at the UFPB Veterinary Hospital. Physical
examination revealed a soft, non-ulcerated, alopecic nodule measuring approximately
2 cm in the left abdominal region. The initial diagnosis, based on cytology, suggested
high-grade mast cell tumor. However, after surgical excision, the material was sent for
histopathology, resulting in a definitive diagnosis of low-grade cutaneous mast cell
tumor. Some ultrasound findings, such as splenomegaly, hepatomegaly, and
lymphadenopathy, raised clinical suspicion of metastases. However, no additional tests
to confirm this hypothesis were requested. Although most mast cell tumors in felines
have a benign course, given the lack of tumor staging in this patient, establishing a
prognosis was uncertain. However, the animal appeared clinically well a few months
after surgery. Based on this premise, this study presents a literature review that can
help veterinarians understand the complexity and uniqueness of this neoplasm in
felines and reinforces the need for further studies on the subject, contributing to a
literature that still lacks insight into the diagnosis and prognosis of mast cell tumors in
cats.O mastocitoma é descrito como o segundo tumor cutâneo mais comum em gatos,
representando cerca de 20% dos casos dessas neoplasias nos Estados Unidos.
Entretanto, no Brasil, o diagnóstico desse tumor na espécie é considerado raro. Neste
trabalho objetivou-se relatar e discutir um caso de mastocitoma cutâneo em uma
fêmea felina, 12 anos, 3.72 kg atendida no Hospital Veterinário da UFPB. Ao exame
físico, notou-se um nódulo de consistência macia, não ulcerado, alopécico e medindo
cerca de 2 cm em região abdominal esquerda. O diagnóstico, inicialmente, através da
citologia foi dado como sugestivo de mastocitoma de alto grau, entretanto, após a
exérese cirúrgica, o material foi encaminhado para a histopatologia e houve o
diagnóstico definitivo de mastocitoma cutâneo de baixo grau. Alguns achados
ultrassonográficos, como esplenomegalia, hepatomegalia e linfadenopatia
despertaram a suspeita clínica de ocorrência de metástases. Todavia, exames
complementares que comprovariam essa tese não foram solicitados. Embora a maioria
dos mastocitomas tenham o curso benigno em felinos, diante da ausência do
estadiamento tumoral da paciente, o estabelecimento de um prognóstico tornou-se
incerto, entretanto o animal apresentava-se clinicamente bem alguns meses após a
cirurgia. A partir desse pressuposto, o presente trabalho traz uma revisão de literatura,
que pode auxiliar médicos veterinários no entendimento da complexidade e
singularidade dessa neoplasia na espécie felina e reforça a necessidade de maiores
estudos sobre o tema, contribuindo para uma literatura que ainda carece de
discernimento no diagnóstico e prognóstico do mastocitoma em gatos