Os distúrbios de condução sempre foram um desafio pelo alto índice de prevalência na população geral. O seu tratamento foi facilitado com a utilização do marcapasso (MP). Ao realizar o implante do MP cardíaco busca-se manter e/ou resgatar a qualidade de vida (QV), e mudar o prognóstico dos portadores de tais patologias, pois estas limitam gradativamente a capacidade física e funcional do coração. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde dos pacientes após o implante de marcapasso. Estudo quantitativo, exploratório e descritivo realizado no Ambulatório de Cardiologia do Hospital Santa Lucinda, município Sorocaba. Fizeram parte da amostra 50 sujeitos que foram submetidos ao implante de marcapasso. A coleta dos dados foi realizada por meio de entrevista estruturada guiada por três instrumentos: caracterização sociodemográfica e clínica, o Assesment of Quality of Life and Related Events (AQUAREL) e o The Medical Study 36- item Short-Form Health Survey (SF-36). Os dados coletados foram submetidos à estatística descritiva e inferencial. Os resultados indicaram que não houve diferença estatística significativa entre as dimensões de QV, avaliada pelos dois instrumentos, a idade, raça ou estado civil. Porém verificou-se diferença, com significância estatística, dos escores do domínio vitalidade em relação ao sexo, no domínio aspectos físicos em relação a idade, nos domínios: capacidade funcional, aspectos físicos e emocionais em relação ao estado civil. Além disso, os pacientes que não mantinham vínculo empregatício apresentaram menores escores nos domínios: arritmia, dispnéia, capacidade funcional, dor, estado geral de saúde e aspectos emocionais, bem como aqueles que não mantiveram suas atividades diárias após o implante apresentam menores escores em relação aos aspectos físicos e dor, o que representa pior QV. Estudos sobre qualidade de vida são necessários para melhorar e ampliar o conhecimento. A enfermagem ao se apropriar dos resultados e conhecer melhor as dimensões mais afetadas da QV pode planejar o cuidado de maneira a interferir positivamente no estado de saúde do paciente