A halitose, conhecida como mau hálito, é uma condição de etiologia multifatorial que
afeta significativamente a qualidade de vida dos indivíduos, podendo causar impactos
psicossociais relevantes. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão
narrativa da literatura a respeito da etiologia, diagnóstico e manejo terapêutico da
halitose. Foram pesquisadas as bases de dados MEDLINE/ PubMed, web of science
e SciELO nos idiomas inglês, português e espanhol. A halitose pode ter origem
fisiológica, patológica local ou sistêmica, e, em alguns casos, psicológica. Os
compostos sulfurados voláteis (CSV) produzidos por microrganismos anaeróbios são
os principais responsáveis pelo odor desagradável. O diagnóstico baseia-se em
avaliação clínica, testes organolépticos, halimetria e / ou cromatografia gasosa. O
tratamento envolve controle mecânico da placa bacteriana, tratamento periodontal e
restaurador, além do controle da dieta e uso de enxaguantes e dentifrícios fluoretados.
A terapia fotodinâmica antimicrobiana e o uso de probióticos têm sido alvo de
investigações, mas com evidências científicas ainda limitadas. A compreensão
abrangente da halitose e a adoção de abordagens individualizadas e multidisciplinares
são essenciais para o manejo dos casos de forma eficaz e humanizada.Halitosis, commonly known as bad breath, is a condition with a multifactorial etiology
that significantly affects individuals' quality of life and can lead to considerable
psychosocial impacts. This study aimed to conduct a narrative literature review
regarding the etiology, diagnosis, and therapeutic management of halitosis. The
databases MEDLINE/PubMed, Web of Science, and SciELO were searched in
English, Portuguese, and Spanish. Halitosis may have physiological, local or systemic
pathological, and in some cases, psychological origins. Volatile sulfur compounds
(VSCs) produced by anaerobic microorganisms are the main contributors to the
unpleasant odor. Diagnosis is based on clinical evaluation, organoleptic tests,
halimetry, and/or gas chromatography. Treatment includes mechanical control of
dental plaque, periodontal and restorative treatment, as well as dietary control and the
use of mouthwashes and fluoridated toothpastes. Antimicrobial photodynamic therapy
and the use of probiotics have been investigated, although scientific evidence remains
limited. A comprehensive understanding of halitosis and the adoption of individualized
and multidisciplinary approaches are essential for effective and humanized case
management