research article

Frequência de migrânea entre os pacientes acompanhados no Ambulatório de Epilepsia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais

Abstract

The relationship between migraine and epilepsy is well known for many years. Both conditions are chronic neurologic disorders, occur in paroxistic attacks and present a series of clinical features in common. The objective of the present study was to determine the frequency of migraine among epileptic patients seen in the Epilepsy Clinic of University Hospital of the Federal University of Minas Gerais, Belo Horizonte, Brazil. This is a transversal descriptive study based on the analysis of 554 medical charts from patients evaluated consecutively in one year period. The diagnosis of migraine was recorded in 3.1% of the medical charts. Only gender differed between epileptic patients with and without migraine. The frequency of migraine found in this study is lower than the reported in the literature. Possibly this finding result from the methodology used and/or other factors such as the relative negligence of headache complaint and the use of anti-epileptic drugs, such as valproic acid or topiramate, also effective for migraineprophylaxis. It is relevant to actively search for the diagnosis of migraine in epileptic patients in order to provide them betterclinical treatment and quality of life.A relação entre migrânea e epilepsia é reconhecida há anos. Ambas as condições são crônicas, ocorrem em crises paroxísticas e apresentam aspectos semiológicos, fisiopatológicos e terapêuticos em comum. O objetivo deste trabalho foi determinar a frequência de migrânea entre os pacientes epilépticos acompanhados no Ambulatório de Epilepsia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil. Trata-se de um estudo descritivo transversal baseado na análise de 554 prontuários médicos de pacientes atendidos consecutivamente em um ano. O diagnóstico de migrânea foi registrado no prontuário de 3,1% dos pacientes. Comparando-se variáveis clínicas entre os pacientes epilépticos com e sem migrânea, houve diferença apenas no sexo. A frequência de migrânea encontrada é menor que a relatada na literatura. Possivelmente, essa divergência decorre da metodologia utilizada no estudo e/ou fatores como a negligência da queixa de cefaléia e o empregode drogas como ácido valpróico e topiramato, também eficazes na profilaxia da migrânea. É importante realizar investigaçãoativa de migrânea em pacientes epilépticos no sentido de proporcionar melhor tratamento clínico e qualidade de vida para os mesmos

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