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Parâmetros bioquímicos e avaliação da transferência de imunidade passiva em cordeiros Santa Inês de elite nascidos de partos simples e gemelar

Abstract

Resumo: A ingestão de colostro nas primeiras horas de vida é fundamental para a sobrevivência do neonato. Os cordeiros oriundos de partos gemelares podem apresentar falha na transferência de imunidade passiva (TIP) com reflexo nas concentrações séricas de diversos metabólitos. Este estudo objetivou avaliar os constituintes séricos e a TIP em cordeiros Santa Inês nascidos de partos simples (GS; n=19) e gemelares (GG; n=28). Amostras de sangue foram coletadas nas 0, 24, 48, 72 e 96 horas pós-nascimento, e analisadas quanto à proteína total, albumina, globulina, ureia, creatinina, colesterol, triglicerídeos, cálcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg) e atividades das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e gama-glutamiltransferase (GGT). Cordeiros do grupo GS apresentaram maior peso ao nascer (3,98 kg vs. 3,03 kg; p<0,05), proteína total (6,12 g/dL vs. 5,32 g/dL), globulina (4,35 g/dL vs. 3,64 g/dL) e GGT (322,93 U/L vs. 543,90 U/L) 24 horas após o parto. Considerando a associação entre globulina e imunoglobulinas, os dados indicam falha parcial na TIP em cordeiros gemelares. Além disso, observou-se diferença significativa (p<0,05) nos níveis médios de albumina (1,87 vs. 1,80 g/dL), P (7,92 vs. 7,24 mg/dL) e Mg (2,51 vs. 2,37 mg/dL), favorecendo o grupo GS. Os demais parâmetros mantiveram-se dentro da faixa de referência para a espécie. Conclui-se que cordeiros oriundos de partos gemelares apresentam maior risco de falha na TIP e menores valores de constituintes séricos relacionados à imunidade e ao metabolismo neonatal, sugerindo a importância de estratégias de colostragem assistida nesses casos. Palavras-chave: colostro; enzimas hepáticas; minerais; neonatos; proteína total

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